Fecho-me no quarto,
Adormeço com a cara molhada,
Nos cantos dos meus olhos,
Perco-me no mundo dos sonhos
Recuo no tempo e pergunto-me
Porque terá sido assim?
Porque deixámos chegar a tal ponto?
Porque é que nunca fui bom o suficiente?
As imagens mais antigas,
Parecem-me agora tão recentes,
Lembrar como foi tarde demais para mudar,
E deixámos tudo perder-se no vazio
Como areia arrastada pelo mar…
Como cinzas deixadas no mundo,
Esquecidas por todos,
E arrastadas pelo vento
Nada vai mudar as coisas que dissemos,
Nada vai fazer com que volte a funcionar,
Mas não quero que me voltes as costas,
Tu não percebes… nunca hás-de perceber
Reparo que nada foi um sonho,
Tudo infelizmente foi bem vivenciado,
Sentido ao mais intimo pormenor,
É doloroso pensar que poderia ser tudo diferente
Acabo por me inteirar que talvez,
Tenha perdido uma das coisas mais importantes
Uma das coisas que me fez nascer
Uma das coisas que sofreu para me ter
Rendido a tristeza do saber,
Que nada será o que outrora foi,
Ajoelho-me perante ti,
E morri sem saber.
Quando achámos que estamos sozinho,
Que simplesmente já nada faz sentido,
E os nossos instintos apoderam-se de nós,
E por vezes nem sempre são os mais correctos
Sentimos que temos de fugir,
Há algo que falta em nós,
Algo que já tivemos ou talvez não,
Algo que nesse momento nos faz ficar perdidos
Aquele momento em que ninguém nos pode ajudar,
Aquele momento em que a nossa força interior,
Mostra de facto o que vale,
Essa força que nos faz lutar
Que se pode transmitir numa música,
Ou num longo passeio pela chuva,
Para disfarçar as lágrimas que às vezes,
Sem saber o porquê as largámos
Essas que simplesmente têm que sair,
Por tudo o que não chorámos,
Por rever um passado ou simplesmente nada,
Simplesmente precisam de sair
À espera que o fim chegue
Com o único desejo de conseguir superar
Nunca foi isto que nós quisemos
Está fora do nosso controlo
Tantas coisas por dizer tanta coisa por acabar,
Erguemos todas as nossas forças,
Para superar esse momento essa tristeza
E voar sem nunca mais aterrar
All rights reserved@ Nuno Em0' Filipe
Apetece-me nadar,
Pelo mar fora descobrir o mundo
Partilhar os meus sonhos,
Com a tua vida
Quero desvendar os teus segredos,
Procurar-te nas ondas infinitas,
Do meu amado mar
Tenho desejo de lá ficar...
Leva-me de volta ao ínicio,
Quero juntar os pedaçinhos,
Que sem querer parti,
Quero-te aqui, não sabes o quanto preciso de ti
Quero encontrar-te na maior tempestade,
Salvar-te da maior irrealidade,
Quero ouvir as tuas perguntas
Sentir a tua voz, quero ser a tua maior fantasia
Quero ser...
Não sei bem
Mas quero ser alguém
Neste mar infinito
Alguém que saiba dizer
Alguém que saiba sentir
Alguem que saiba pedir desculpa
Quero ser um homem que saiba chorar
Quero-me perder contigo
No infinito da palavra Sempre
Quero-me perder no amor dos teus braços
Quero-me perder na infinidade do mar ...
All rights reserved@ Nuno "Em0'" Filipe
Ando por estes caminhos
Que a vida me deu,
Encontro cores da vida
Que já mais alguém viu
Da mesma forma que eu já vi,
Aquele amarelo de sol reluzente
Cor de esperança, transformou-se
Num cinzento de chuva
Que me relembra lágrimas derramadas,
Em hipocrisias nesta vida a mim derramada
Com o insulto a uma mera cor diferente
De outra cor tão bela como qualquer outra
O branco que representa a pureza
Desmancha a sua dignidade
Nos insultos à cor preto,
Que representa a bela noite estrelada
Volta arco-íris de um alem divino,
Volta a misturar todas as cores
Que existe neste belo Mundo
E mostra-nos que juntos criámos um só
Sei que um desejo de uma mera pessoa
Pode não fazer diferença, não consigo ser perfeito,
Mas um anjo uma vez disse-me,
Que um homem faz a diferença e aqui estou eu
Rendido ao desejo de acabar,
Com esta hipocrisia
A que denominaram de racismo,
Para um dia voltar a olhar para o horizonte
E ver todas as cores de um belo
Arco-íris, juntas numa só
E em que O branco abraça o preto
E o Sol nasce com a mensagem que um novo dia começou.
Nuno Em0' Filipe @ All rights reserved
Ia para a cama,
Cansado de uma viagem
Pelo monte queimado
Deste calor desgraçado
Mas parei por uns segundos,
E a mão não parou mais
Saíram da mesma estas palavras
Aqui deixadas e em gelo dominadas
Palavras... são como magia negra
Ouvi dizer serem eles criadas,
Do mais antigo ventre de uma mãe
Do desconhecido aos nossos olhos
Palavras não são brinquedo,
Dão afecto e carinho,
Dão ilusão e completa destruição
Mas eu cá antes as empregasse assim
Minhas palavras que se dirijam,
Para o mais quente lugar para além
Da Terra... Saíam, desaparecem
Alé pó Inferno suas bastardas
Que eu cá de vós,
Só vos emprego tão bem consagradas
Para um dos mais temíveis medos do homem,
Venha a Morte venha o diabo que eu rio-me aqui calado
Basta destas palavras,
Só saíram asneiradas,
Apaga as luzes meu bem,
Ficou mais uma linda noite estragada.
Nuno Em0' Filipe @ All rights reserved
Fecho os olhos,
Prefiro não os abrir,
A realidade assusta-me
Desde que virou a sua verdadeira faceta
O sol adormece, tem que descansar
Ergue-se a gloriosa lua, oh bela noite
Que subiste aos céus, mostra-nos os teus poderes
Solta o teu brilho estrelado, solta a tua realeza divinal
Faz-me acreditar, dá-me forças para lutar,
Ajuda-me a erguer da pesada derrota,
Esta a que aceitei com cobardia,
Em que nem me dignei a combater
Perdoai-me Vossa Alteza Real,
Prometi combater o Demónio se assim o necessitasse,
Mas combati algo ainda mais temível,
Combati a saudade, enfim saí derrotado
Mas jamais pensei isto enfrentar,
As amizades perdidas, oh amizades queridas
Perdoai-me Sua Alteza Real…
Sou um homem com direito a chorar!
Um homem que saiu derrotado
Duma batalha sem final
Pergunto-vos Vossa Alteza Real,
Ireis demorar a levar-me aos Céus, onde tudo é divinalmente real?
Nuno Em0' Filipe @ All Rights Reserved
São cinco da manhã,
E os meus olhos ainda não cerraram,
Para um sono nesta bela madrugada,
Aconchegada a uma brisa de Verão
Rendo-me às insónias,
Sento-me no terraço,
E enquanto toco na guitarra,
Sobe a luz de um novo dia,
Que bela melodia que sai,
Das cordas desta minha guitarra,
Mas sempre que a toco …
Recordo que a saudade ainda não foi morta
A minha cabeça gira em volta,
Destas saudades,
A tua ausência nunca foi
Assim tão sentida
Falta-me os teus lábios,
Para te beijar,
Falta-me os teus ouvidos
Para sussurrar que te amo cada vez mais
Decido num acto de desespero,
Mostrar que não és esquecida,
Que a nossa vida juntos,
Não vai ser aqui que termina nem em lado nenhum
Escrever-te-ei todos os dias
Uma bela melodia em que possas sonhar
Uma melodia para sempre recordar
E a mísera saudade enganar
E quando a caixa de correio
Estiver vazia, peço-te para que chores a minha ausência
Pois estarei escondido no recanto do teu coração
E nas brisas do oceano te guardo no meu coração
Nuno Em0' Filipe @ All Rights Reserved
Dedicado a minha preciosidade, assf*
Falo demais a gente que se atravessa
Num caminho que tracei
Neste destino que tem mais que dizer
Que o próprio além
Sempre foi meu maior defeito
Reconheço meus erros
Mas ao que parece, pelo que eu vejo
Nada faço para os mudar
Fico antes paralisado num tempo
Traçado já por outra alma
Também aqui perdida
Num córtex temporal incondicional
Tudo o que eu sou
Tudo o que já fui
Perdeu-se no meio de sei lá...
Meras palavras? Digo eu
Que parvo ainda agora admite o erro
E continuo a falar demais...
Já nem sei bem o que penso
É estranho ainda aqui estar
Fico-me por aqui...
Não me consigo calar...
Estas palavras disseram tudo
Mas não o suficiente.
Nuno Em0' Filipe @ All Rights Reserved @
Cheguei a conhecer-te
De um olhar vidrado,
A um olhar perseguidor
De alguém que eu considerei divinal
Aquele pressentimento
De algo poderoso
Simplesmente misterioso
De um recanto de um mundo abstracto
E deparo-me aqui a olhar
Para ti com o olhar fixo,
A pensar no mundo paralelo,
Que foi o meu velho amigo passado
Rio-me interiormente,
O traste que as feridas
Fizeram de mim foram saradas,
Por um beijo teus em meus lábios arrebentados
De dor e de lágrimas,
Que meras traições fizeram,
Pessoas que acabaram com
O trabalho que elas criaram
Serão questões de ciência,
Pensar no passado,
Nas merdas que nos fizeram
E nas lágrimas que eles obtiveram?
Há coisas que nem a ciência,
Consegue responder,
Contento-me com o recuo da minha vida
Para os teus braços
Prefiro ficar sem as respostas
De um enigma para além da racionalidade,
De um mundo intocável e concentro-me
Em ser feliz ao teu lado.
Nuno Em0' Filipe @ All Rights Reserved
Faz tempo que não me ocorrem ideias,
O papel e a caneta pararam de me aconchegar,
Tempo faz que já não escrevo,
Vejo um sorriso perdido ao passar.
Saio de casa, nada mais tenho a fazer,
Passeio por estas ruas da Capital do Mundo.
Dizem que as luzes destas ruas nos inspiram,
Falam que nos deixam como novos em folha.
Mas desde que saí apenas me ocorrem recordações,
Digamos que podiam ser mais felizes.
Larga-se uma gota de água do canto do olho,
Perdem-se as palavras tal e qual a última vez que te vi.
Pois olho para um canto e vejo a tua cara,
O ultimo sorriso que nos deixaste.
Maldita morte que te arrastou para a sua casa,
Sinto um vazio que não me larga.
Convenço-me que não há nada a fazer,
Guardo as tuas cinzas numa caixa banhada a prata.
Sinto que te vou deixar correr mundo,
Quero que vás espalhar o teu sorriso.
Paro no topo da Estátua da Liberdade,
Largo as tuas cinzas neste vento aconchegante.
Dispara algo dentro de mim, graças a ti,
Reparo que aos poucos fico cada vez mais sozinho.
Tento regressar a casa,
Mas não encontro caminho.
Não sei onde estou, não sei já quem sou eu,
Sei agora que esqueci tudo o que já alguma vez fui...
Aqui rendido apercebo-me,
Empire City fez-me tombar a seus pés.
E a minha alma adormeceu na cidade que não dorme...
Aqui estou eu perdido em New York
Passa o tempo,
Cria-se a saudade,
Faz tempo que não visito,
O meu querido mar
Esse meu mar,
Esse meu protegido,
No entanto meu maior protector,
Com os seus segredos nas ondas do mar.
Faz tempo que achei,
Que os males,
Estavam a terminar,
Faz tempo que pensei teus segredos desvendar
Segredos simplesmente,
Para com a hipocrisia acabar,
O meu medo insaciável,
De com tudo terminar
Feitio das tuas belas ondas,
Escondem raiva de tudo,
Tuas ondas criaram minha mente,
Minha mente criou tua mesma raiva
Teu silencio ondular,
Mostrou-me mera realidade,
Inocentes,
Jamais irão durar
Com tua beleza angelical,
Tua água cristalina fatal,
Fizeste entender que sou,
Mais um inocente frente hipocrisia total
Porque daí a tempos quando te visitar,
Serei apenas mais,
Uns grãos de areia,
Arrastados pelo meu tão protector Mar
Nuno Em0' Filipe @ All Rights Reserved
Mãe olha para mim,
Vê esta cara rendida
A este pudor de vida
Que crias-te com talvez estupidez
Repara como tudo apodreceu,
Volta comigo atrás no tempo num sonho,
Naquele tempo infinito
De sorrisos soltos de alegria
Lembra-te daquela felicidade
Que ambos tínhamos
Com as nossas caras encostadas
A sorrir, sem dificuldades
Aqueles momentos verdadeiros
Que se criaram com
Os laços que se foram criando
Com aquele amor aumentando
Acorda desse sonho
Para o pesadelo em que vivemos,
Aquele sorriso que ambos criámos
São agora lágrimas sofridas
Perdemos tudo, nada a fazer,
Foi tudo perdido no vazio
De um sempre infinito
Desculpa, não consigo ser perfeito
Queria ter tido a oportunidade
De naquele passado intimo ter te dito,
Que eras a minha heroína,
Fui parvo em me ter silenciado
Agora é tarde demais,
E vejo-me agora aqui rendido,
Ao pensamento do passado
A este poema que aqui te deixo
Só queria que te ocorresse,
A mínima ideia que quando um de nós
Partir para o outro lado,
Nada nem mil e uma desculpas servirão
Para socorrer
Um passado terminado
Com uma lágrima no fim
Deste reles poema que aqui te deixo
Ainda me lembro
Quando era timido, envergonhado
Fugia de ti,
Sentia-me arrependido, abandonado.
Mas um dia tudo mudou;
Tive a coragem de te enfrentar
Beijei-te e aqui estou
Pronto para continuar
Por motivos de distância
O meu sonho acabou
É tanta a redundância
Deixas-me de indicar onde estou
Continuo com a minha vida
Sendo assim, perdido e abandonado
sempre foste e serás a minha querida
e eu serei eterna glória em teu coração amado.
No entanto, és passado
E pareço ter descoberto o meu novo presente
tal como uma criança sente
as infâmias que sentimos no amor acabado.
És luz, és beleza, és ternura
És uma mistura
Do tempo passado contigo mais quente
Com o teu coração de fogo ardente.
Espero que não subestimes
O Amor que tenho para te oferecer
Namorar não é o meu forte
Mas quero estar contigo até á morte.
BC
Bem antes demais gostaria de agradecer ao fundador deste Blog BC pelo seu convite na participação deste seu projecto, devo dizer que foi uma grande iniciativa da sua parte desde o inicio deste seu grande projecto ao alargamento de novos Blogs como este de poemas, mais uma vez um obrigado ao BC.