Mãe olha para mim,
Vê esta cara rendida
A este pudor de vida
Que crias-te com talvez estupidez

Repara como tudo apodreceu,
Volta comigo atrás no tempo num sonho,
Naquele tempo infinito
De sorrisos soltos de alegria

Lembra-te daquela felicidade
Que ambos tínhamos
Com as nossas caras encostadas
A sorrir, sem dificuldades

Aqueles momentos verdadeiros
Que se criaram com
Os laços que se foram criando
Com aquele amor aumentando

Acorda desse sonho
Para o pesadelo em que vivemos,
Aquele sorriso que ambos criámos
São agora lágrimas sofridas

Perdemos tudo, nada a fazer,
Foi tudo perdido no vazio
De um sempre infinito
Desculpa, não consigo ser perfeito

Queria ter tido a oportunidade
De naquele passado intimo ter te dito,
Que eras a minha heroína,
Fui parvo em me ter silenciado

Agora é tarde demais,
E vejo-me agora aqui rendido,
Ao pensamento do passado
A este poema que aqui te deixo

Só queria que te ocorresse,
A mínima ideia que quando um de nós
Partir para o outro lado,
Nada nem mil e uma desculpas servirão

Para socorrer
Um passado terminado
Com uma lágrima no fim
Deste reles poema que aqui te deixo


Nuno Em0' Filipe @ All Rights Reserved

1 comentários:

  1. Unknown says:

    Gostei muito da maneira como te expressaste neste poema...
    Eram alegres os inocentes caminhos percorridos na nossa infância !!

    Continua a escrever mais destes Nuno !!

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