Ia para a cama,
Cansado de uma viagem
Pelo monte queimado
Deste calor desgraçado

Mas parei por uns segundos,
E a mão não parou mais
Saíram da mesma estas palavras
Aqui deixadas e em gelo dominadas

Palavras... são como magia negra
Ouvi dizer serem eles criadas,
Do mais antigo ventre de uma mãe
Do desconhecido aos nossos olhos

Palavras não são brinquedo,
Dão afecto e carinho,
Dão ilusão e completa destruição
Mas eu cá antes as empregasse assim

Minhas palavras que se dirijam,
Para o mais quente lugar para além
Da Terra... Saíam, desaparecem
Alé pó Inferno suas bastardas

Que eu cá de vós,
Só vos emprego tão bem consagradas
Para um dos mais temíveis medos do homem,
Venha a Morte venha o diabo que eu rio-me aqui calado

Basta destas palavras,
Só saíram asneiradas,
Apaga as luzes meu bem,
Ficou mais uma linda noite estragada.

Nuno Em0' Filipe @ All rights reserved

4 comentários:

  1. Jusy* says:

    Tens razao Nuno!
    As palavras as vezes servem carinho mas muitas vezes tambem servem para a destruiçao.
    Acho que foi dos meus que ja escreveste.
    Amei simplesmente.
    Bju

  1. Belo poema mano.. talento incrivel não há explicação..
    Mas agora mano quero um comment no meu blog xD
    Um abraço mano

  1. Gostei muito deste, embora tenha alguns erros sintáticos e algumas gralhas. Sabes como eu sou... Afinal, sou professora de português!
    Continua. Acho que tens muito talento. Já te tinha dito.
    Helena Vilar

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