Faz tempo que não me ocorrem ideias,
O papel e a caneta pararam de me aconchegar,
Tempo faz que já não escrevo,
Vejo um sorriso perdido ao passar.
Saio de casa, nada mais tenho a fazer,
Passeio por estas ruas da Capital do Mundo.
Dizem que as luzes destas ruas nos inspiram,
Falam que nos deixam como novos em folha.
Mas desde que saí apenas me ocorrem recordações,
Digamos que podiam ser mais felizes.
Larga-se uma gota de água do canto do olho,
Perdem-se as palavras tal e qual a última vez que te vi.
Pois olho para um canto e vejo a tua cara,
O ultimo sorriso que nos deixaste.
Maldita morte que te arrastou para a sua casa,
Sinto um vazio que não me larga.
Convenço-me que não há nada a fazer,
Guardo as tuas cinzas numa caixa banhada a prata.
Sinto que te vou deixar correr mundo,
Quero que vás espalhar o teu sorriso.
Paro no topo da Estátua da Liberdade,
Largo as tuas cinzas neste vento aconchegante.
Dispara algo dentro de mim, graças a ti,
Reparo que aos poucos fico cada vez mais sozinho.
Tento regressar a casa,
Mas não encontro caminho.
Não sei onde estou, não sei já quem sou eu,
Sei agora que esqueci tudo o que já alguma vez fui...
Aqui rendido apercebo-me,
Empire City fez-me tombar a seus pés.
E a minha alma adormeceu na cidade que não dorme...
Aqui estou eu perdido em New York
Tecnologia do Blogger.
Lindo como sempre Nuno^^
Quero mais poemas sim?*.* Please
COntinua a escrever assim tah?
Bju gande
Adoro.te