Fecho-me no quarto,
Adormeço com a cara molhada,
Nos cantos dos meus olhos,
Perco-me no mundo dos sonhos
Recuo no tempo e pergunto-me
Porque terá sido assim?
Porque deixámos chegar a tal ponto?
Porque é que nunca fui bom o suficiente?
As imagens mais antigas,
Parecem-me agora tão recentes,
Lembrar como foi tarde demais para mudar,
E deixámos tudo perder-se no vazio
Como areia arrastada pelo mar…
Como cinzas deixadas no mundo,
Esquecidas por todos,
E arrastadas pelo vento
Nada vai mudar as coisas que dissemos,
Nada vai fazer com que volte a funcionar,
Mas não quero que me voltes as costas,
Tu não percebes… nunca hás-de perceber
Reparo que nada foi um sonho,
Tudo infelizmente foi bem vivenciado,
Sentido ao mais intimo pormenor,
É doloroso pensar que poderia ser tudo diferente
Acabo por me inteirar que talvez,
Tenha perdido uma das coisas mais importantes
Uma das coisas que me fez nascer
Uma das coisas que sofreu para me ter
Rendido a tristeza do saber,
Que nada será o que outrora foi,
Ajoelho-me perante ti,
E morri sem saber.
Tecnologia do Blogger.
muito bom o poema mano :D
tens aquele jeito de escrever que me agrada ;)
continua assim